Quinta-feira, 18 de Junho de 2020 14:12

Secretaria da Saúde apresenta protocolo de medicação para tratamento precoce de Covid-19

Os cerca de 30 profissionais conheceram o protocolo e receberam orientações e informações sobre os procedimentos Foto: Pietra Darde Os cerca de 30 profissionais conheceram o protocolo e receberam orientações e informações sobre os procedimentos

Na manhã desta quinta-feira, 18/06, a Prefeitura de Lajeado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), apresentou a médicos da rede municipal de saúde o protocolo de uso de medicamentos contra a Covid-19 que será oferecido na cidade de Lajeado. No encontro, os cerca de 30 profissionais conheceram o protocolo e receberam orientações e informações sobre os procedimentos.

 

O protocolo é um documento com orientações sobre a doença, sintomas, uso dos medicamentos em cada fase, exames necessários se for o caso, entre outras. O documento não obriga os médicos a aderirem, ou seja, os médicos têm liberdade para decidir ou não pelo seu uso em conjunto com o paciente, assim como os pacientes podem optar por não usar a medicação, se julgarem mais adequado.

 

Conforme o secretário da Saúde, Cláudio Klein não há, até o momento, comprovação de total eficácia e segurança de um tratamento para coronavírus. No entanto, desde o surgimento da pandemia, estudos e pesquisas têm sugerido que o uso de alguns medicamentos, até então utilizados para o tratamento de outras doenças, podem ter algum nível de eficácia no tratamento da Covid-19.

 

- Estudos mais recentes indicam que a cloroquina e a hidroxicloroquina não são eficazes nas fases mais graves da doença, mas há protocolos em Estados como o Pará que têm conseguido reduzir os índices de replicação viral quando usam esta medicação nas fases iniciais da doença. Não queremos criar polêmica, mas sim oferecer uma alternativa para o médico e para o paciente que desejarem, sempre avaliando em conjunto os riscos da decisão. Reforçando: o protocolo que criamos em conjunto não é uma obrigação, mas uma possibilidade - explica o médico pneumologista Cláudio Klein.

 

O protocolo proposto para o município trata da utilização de um conjunto de medicações no tratamento de fases iniciais da doença (chamadas fase I e fase IIA), e foi elaborado por um grupo de 21 médicos de Lajeado e da região com o intuito de contribuir para prevenir a replicação viral na fase inicial da doença, com o objetivo de evitar complicações agudas, agravamento da doença e internação hospitalar. Baseado em estudos científicos e em experiências efetivas que já aconteceram em outras regiões do país, o protocolo consiste em um kit de medicamentos que serão disponibilizados gratuitamente na Farmácia-Escola. O kit será composto por 4 medicamentos de uso específico para a Covid-19 (cloroquina/hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco), e também fazem parte do protocolo medicamentos de apoio para o tratamento de complicações, quando for o caso.

 

Na prática, o uso será recomendado para pacientes que procurarem os serviços de saúde da rede pública em fase inicial da doença (até o quinto dia após a contaminação), com indicação para as seguintes situações: pacientes com mais de 60 anos e sintomáticos, pacientes com menos de 60 anos sintomáticos com fatores de risco (cardiopatas, diabéticos, obesos e com doenças pulmonares crônicas), e pacientes com menos de 60 anos de idade, sem comorbidades, mas com sintomas iniciais que indiquem gravidade da doença (decorrente de possível carga viral elevada).

 

Para o paciente ter acesso aos medicamentos, será necessária a prescrição médica com o conhecimento e aprovação do paciente devidamente esclarecido. Para a retirada do medicamento na Farmácia-escola, também será preciso a assinatura de consentimento do farmacêutico responsável. Além disso, o paciente assinará um termo de ciência e consentimento reconhecendo que não existe garantia de resultados positivos para a Covid-19 e que os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina podem inclusive apresentar efeitos colaterais, que serão alertados pelo médico. Com este protocolo, a decisão de uso será feita de forma autônoma dentro da relação de confiança entre médico e paciente.

 

 

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